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Fotolivro “A Volta da Jardineira da Floresta”
A volta
Em 2010, através de uma parceria entre o Parque Nacional da Tijuca e os pesquisadores Alexandra Pires (UFRRJ), Fernando Fernandez e Bruno Cid (UFRJ), teve início o projeto de reintrodução de cutias na Floresta da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. A reintrodução das cutias teve sucesso e, a partir daí, foi idealizado o Refauna, com o objetivo de trazer de volta às florestas vazias do estado do Rio de Janeiro espécies de animais com importante papel ecológico, ou seja, promover a refaunação desse ambiente. Além das cutias, bugios e jabutis, antas passaram a habitar a floresta, e a reintrodução de novas espécies está em fase de planejamento.
REFAUNAR v. (2010) t.d.
reintroduzir animais nativos em um ambiente onde
foram localmente extintos, seguindo protocolos
técnicos específicos, com o objetivo de restaurar
interações ecológicas e recompor ecossistemas.
ETIM re + fauna + ar
A REINTRODUÇÃO DAS antas
As antas estavam extintas no estado do Rio de Janeiro. O Refauna decidiu abraçar o desafio de trazer de volta esse majestoso animal.
O planejamento para a reintrodução começou em 2012 e não foi fácil. Planejar uma reintrodução pioneira no Brasil exige muito trabalho e estudo.
Foi preciso fazer levantamento das antas disponíveis em cativeiro para reintrodução, de local adequado de soltura, das condições de saúde dos animais, providenciar as licenças exigidas, construir cercado para aclimatação, planejar o monitoramento e fazer a comunicação e sensibilização dos moradores do entorno da área de soltura.
as jardineiras
As antas são herbívoras generalistas e excelentes dispersoras de sementes: ingerem uma grande quantidade de frutos e caminham bastante, espalhando as sementes. Por isso, são consideradas as jardineiras das florestas. Pelo seu tamanho, conseguem dispersar sementes maiores que outros animais, como pássaros e morcegos, não conseguem.
Sua presença é fundamental para o bom funcionamento das florestas, já que desempenha importantes relações ecológicas. O lugar mais apropriado no estado do Rio de Janeiro é o Mosaico Central da Mata Atlântica Fluminense, que forma um grande corredor de florestas de mais de 295 mil hectares, agrupando 29 unidades de conservação.


